A prefeitura do Rio de Janeiro incluiu na lista de comorbidades para a prioridade de vacinação contra COVID-19 as pessoas que realizaram cirurgia bariátrica; os operados têm sido vacinados independentemente de seu peso atual ou da data da cirurgia, informa o jornal Folha de São Paulo do dia 2 de junho. Segundo a reportagem, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), que reúne especialistas tratamento cirúrgico da obesidade e das doenças metabólicas, disse que “desconhece outra capital, estado ou município com a mesma política”.

A palavra comorbidade vem sendo acompanhada de alguma controvérsia, porque apesar de se tratar de classificação que obedece critérios científicos, há muita expectativa em torno da vacina e grupo etários na iminência de receberem suas doses, se preocupam que chegue rápido a sua vez.

O Ministério da Saúde estipulou que além de pessoas acima de 60 anos, profissionais de saúde, e categorias de serviços essenciais, vários grupos de pessoas com comorbidades recebam com prioridade a vacina contra COVID-19. Entre as condições estão: diabetes, pacientes transplantados, pessoas com deficiência, HIV positivos, obesos com acima de 40 IMC, etc. Trata-se de colocar na frente da fila de vacina os cidadãos que têm mais riscos de evoluírem para um quadro grave, caso se contaminem pelo Sars-Cov-2.

Por definição, comorbidade se refere a quando um paciente tem duas ou mais doenças diagnosticadas. No contexto da pandemia do coronavírus, a ameaça respiratória do vírus soma-se a condição pré-existente do paciente prioritário na vacinação.

Existem ainda as chamadas comorbidades silenciosas – quando o paciente sofre de enfermidades sem ter o devido diagnóstico ou tratamento adequado, como por exemplo alguém que sofre de pressão alta sem ter acompanhamento médico. Na maioria das vezes, as comorbidades silenciosas são fruto de problemas estruturais, como falta de acesso à informação e a um sistema de saúde eficiente.

Outro caso preocupante é quando as comorbidades afetam a mesma região. O local que já é fragilizado se torna sobrecarregado, agravando a resposta do corpo à doença. É o caso da COVID-19 e da asma, já que ambas atacam as vias aéreas.

PLANO NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO

Com a estimativa de que apenas no grupo de comorbidade façam parte mais de 17 milhões de brasileiros, a vacinação segue avançando por ordem de idade, dentro desse grupo. Para que uma pessoa com comorbidade possa receber a vacina em seu determinado grupo, a orientação do Ministério da Saúde é que ela esteja previamente cadastrada em alguma unidade de saúde do SUS. Entretanto, o cidadão que faz parte do grupo prioritário de comorbidade, de acordo com sua faixa etária, e chega ao local de vacinação sem o cadastro, o profissional de saúde da unidade tem como alternativa a busca no SI-PNI pelo CPF (cadastro de pessoa física) ou CNS (cartão nacional de saúde) da pessoa, de modo a localizá-la na base de dados nacional de imunização.

Caso a pessoa não tenha a inscrição, poderá apresentar no momento da vacina um comprovante que demonstre que pertence ao grupo de comorbidade por meio de relatórios médicos, exames, receitas ou prescrição. Procure no site da prefeitura de seu endereço qual a etapa está sendo vacinada e vá ao posto se você atender aos critérios. E anote bem a data para não esquecer a segunda dose.

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