Os cuidados paliativos são uma área de atuação médica já bem tradicional, tendo sido fundado em 1967, por Cicely Saunders. Se atribui a médica inglesa o começo do paliativismo moderno, que derivou dos cuidados hospice, historicamente ligado ao atendimento dos peregrinos viajantes no século V.

É que Cicely Saunders elevou o alívio do sofrimento ao nível de acolhimento e proteção, mais do que a busca pela cura. Esse é o conceito principal do Cuidado Paliativo: diante de uma condição que ameace sua vida, dar ao paciente o melhor cuidado para aplacar sua dor, numa abordagem com ele e seus familiares que começa o quantos antes, no momento que já se sabe do diagnóstico. Saunders costumava dizer para quem escutava “não há mais nada para se fazer”, que SIM, ainda há muito a se fazer.

Os cuidados paliativos levam ao paciente uma melhor convivência com sua doença. Não se trata de desistir da vida, e sim de aproveitá-la da melhor maneira possível, sem submeter-se a tratamentos invasivos que podem até prolongar o sofrimento, a custo de pouca qualidade de vida.

DATA MUNDIAL DOS CUIDADOS PALIATIVOS

A importância dos Cuidados Paliativos é reconhecida inclusive com uma data que homenageia a especialidade: o Dia Mundial do Cuidado Paliativo, celebrado em 9 de outubro, quando diversas entidades concentram ações que desmistificam o paliativismo.

Infelizmente, há muita desinformação acerca do tema. Cuidado paliativo não se resume a um profissional que sedará o paciente em seu leite de morte, como chegam a pensar erroneamente. A enfermidade envolve várias dimensões de sofrimento, da dor física às aflições espirituais e existenciais, o paliativismo traz alívio para todas essas circusntâncias. O paliativista atua junto do enfermo e de toda a sua família para neste momento aliviar possíveis focos de aflição e garantir o mínimo de bem-estar, dignidade, autonomia e independência.

A sociedade tem um entendimento de que fazer intervenções é sempre bom e deixar de fazer é sempre ruim. No cuidado paliativo também são prescritos tratamentos e procedimentos de controle da doença, mas o foco não éa cura e sim a qualidade de vida que o paciente terá a partir de um diagnóstico que ameaça a sua vida.

Quanto antes a integração paliativa ocorrer, melhor o paciente se sentirá, maior será a qualidade do tempo de sobrevida dele e mais fácil será a tolerância à adaptação às diferentes fases de progressão da doença.

Neste mês falaremos mais a respeito do paliativismo, continue lendo o blog e nossas redes sociais.

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