Neste 9 de junho o Brasil celebra o Dia Nacional da Imunização. A data para lembrar do papel das vacinas na prevenção de doenças ganha mais importância com a queda na cobertura vacinal no país nesses últimos anos. Parte por causa da crise do COVID-19 e como resultado de desinformação e fake news a respeito da segurança das vacinas. Até entre crianças a cobertura de vacinação caiu, as expondo a pandemias que já estavam controladas, como a difteria e a coqueluche.

Vacinação não é apenas indicada na primeira infância. Também há vacinas para adultos e idosos. Vamos repassar aqui os imunizantes que devem fazer parte do calendário nacional.

Vacina é tecnologia antiga. Os primeiros imunizantes surgiram na China há mais de mil anos, no ocidente pouco mais de 200 anos. No Brasil, as vacinas começaram a ser adotadas na primeira metade do século XIX, mas só depois de muita resistência viraram política pública de saúde. Somos referência internacional pelo Programa Nacional de Imunização, o PNI, que oferta vacinas gratuitas para toda a população. São 45 imunizantes diferentes para diferentes faixas etárias.

VACINAÇÃO INFANTIL

Em 2019, pela primeira vez, o Brasil não conseguiu alcançar a meta mínima de cobertura de vacinação de crianças de até um ano, que varia entre 90 e 95%, dependendo da vacina. Em 2020, a tríplice viral, por exemplo, que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba, e tem meta de cobertura de 95%, chegou a menos de 56% das crianças.

Doenças que tinham sumido do mapa já estão aparecendo. Voltamos a registrar casos de sarampo e o retorno da poliomielite. A taxa de cobertura em 2020 foi de 74%, ante a meta 95%. No Acre, por exemplo, ficou em 43% e no Rio de Janeiro, 53%. A poliomielite é popularmente chamada como paralisia infantil e deixa sequelas graves como problemas nas articulações, crescimento diferente das pernas e paralisia dos músculos da fala e da deglutição.

A meningite e a caxumba, por exemplo, podem causar surdez. O sarampo pode retardar o crescimento e reduzir a capacidade mental. A difteria pode levar os rins à falência. A coqueluche pode provocar lesões cerebrais. Quando a mulher contrai a rubéola na gravidez, o bebê pode nascer com glaucoma, catarata e deformação cardíaca, entre outros problemas, além do risco de aborto.

Outra face do problema é o prejuízo dos cofres públicos e a perturbação da logística vacinal: diante da baixa procura, muitas vacinas são descartadas porque alcançam o prazo de validade sem terem sido aplicadas. 

Clique nas imagens abaixo para ampliar o calendário de imunizações:

Os especialistas apontam diversas causas para a queda da imunização infantil:

  • O próprio sucesso da vacinação em massa é uma razão. Pais mais jovens não testemunharam as epidemias, sequelas e mortes tão comuns em outros tempos, tendo a sensação de que essas enfermidades são inofensivas ou simplesmente não existem mais.
  • Outro motivo são os horários limitados de funcionamento de postos de saúde, que normalmente ficam abertos apenas de segunda a sexta-feira — e no horário comercial. Isso impede que pais que trabalham o dia todo levem os filhos para se vacinar.
  • Especialistas também citam a falta de campanhas educativas nos meios de comunicação. Entre 2017 e 2021, o valor investido pelo governo federal na publicidade da vacinação sofreu um corte de 66%, passando de R$ 97 milhões para R$ 33 milhões.

A vacinação para adultos a partir dos 20 anos inclui a dose contra HPV, Hepatites e, anualmente, a atualização contra Influenza, para que gripes não se agravem. As prefeituras oferecem essa vacina gratuitamente para maiores de 60 anos, já em clínicas privadas custam em torno de 100 reais.

Consulte a Sociedade Brasileira de Imunização e compare com sua carteira de vacinação. Previna-se e cuide de sua saúde.

Para emergências:        +55 21 3262-0100