Perda de memória e compreensão, afasia, desorientação, comportamento imprevisível, paranóia e acentuada incapacidade psicossocial foram alguns dos sintomas manifestados por uma dona de casa alemã de 51 anos, a primeira pessoa diagnosticada com o Mal de Alzheimer, em 1901. Diante de seus olhos, o neuropsiquiatra Alois Alzheimer tinha um caso estranho, que ele nunca havia visto antes. Depois de acompanhá-la por um longo período, o psiquiatra a diagnosticou com uma doença desconhecida na época, mas que hoje afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

De acordo com a Associação Internacional da Doença de Alzheimer, uma pessoa desenvolve demência a cada três segundos. São mais de 55 milhões de indivíduos acometidos por essa condição, que afeta as memórias e o raciocínio.

Cerca de 1,2 milhão de brasileiros vivem com alguma forma de demência e 100 mil novos casos são diagnosticados por ano. Em todo o mundo, o número chega a 50 milhões e, segundo estimativas da Alzheimer’s Disease International, os números poderão chegar a 74,7 milhões em 2030 e 131,5 milhões em 2050, devido ao envelhecimento da população. Esse cenário mostra que a doença caracteriza uma crise global de saúde que precisa ser enfrentada.

Nas últimas décadas, na busca por novos tratamentos, cientistas aprenderam lições valiosas sobre o Alzheimer.

BOA NOTÍCIA

Uma delas é que a formação dos novelos de beta-amiloide no cérebro pode ser dividida em uma série de etapas. Elas surgem como monômeros, evoluem para oligômeros e, depois, formam fibrilas. Com o avanço do conhecimento, os especialistas puderam entender em detalhes o que acontece em cada uma dessas fases, remédios diferentes podem agir numa fase ou outra desse processo, o que supostamente levaria a resultados melhores ou piores. A ideia é tratar indivíduos que sequer apresentaram sintomas (ou ainda estão com incômodos muito leves). A necessidade de identificar esses indivíduos levou a uma verdadeira revolução dos exames de Alzheimer. E um exame capaz de detectar o Alzheimer no sangue já está disponível no Brasil: nas últimas semanas, o Grupo Fleury trouxe ao país o PrecivityAD2, que detecta proteínas capazes de indicar a presença de placas amiloides no cérebro. Ele é indicado indicado para para pessoas que apresentem quadros de declínio cognitivo, leva 20 dias para sair o resultado, custa 3.600 reais e só é feito para maiores de 55 anos. A análise é feita dos Estados Unidos.

Segundo a empresa, os resultados do teste são comparáveis a outros métodos, como o PET (punção lombar ao custo de 9 mil reais), com o benefício de ser menos complicado e invasivo (não expõe o paciente à radiação) e tem 88% de acerto.


O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, progressiva e ainda sem cura que afeta, majoritariamente, pessoas acima de 65 anos de idade, impactando a memória, a linguagem e a percepção do mundo. Provoca alterações no comportamento, na personalidade e no humor do paciente.

A doença é progressiva e os sintomas podem ser divididos em três “fases”.

LEVE: falhas de memória e esquecimentos constantes; dificuldades em realizar tarefas complexas (como cuidar das finanças);
MODERADA: o paciente já necessita de ajuda para realizar tarefas simples, como se vestir;
AVANÇADA: o paciente necessita de auxílio para realizar qualquer atividade, como comer, tomar banho e cuidar da higiene.

DEZ SINAIS DE ALERTA PARA MAL DE ALZHEIMER

  • Problema de memória que chega a afetar as atividades e o trabalho;
  • Dificuldade para realizar tarefas habituais;
  • Dificuldade para comunicar-se;
  • Desorientação no tempo e no espaço;
  • Diminuição da capacidade de juízo e de crítica;
  • Dificuldade de raciocínio;
  • Colocar coisas no lugar errado, muito frequentemente;
  • Alterações frequentes do humor e do comportamento;
  • Mudanças na personalidade;
  • Perda da iniciativa para fazer as coisas.

Apesar de ainda não haver cura para a doença de Alzheimer, já existem opções de tratamento: medicamentos (disponíveis nas farmácias do SUS), reabilitação cognitiva, terapia ocupacional, controle de pressão alta, diabetes e colesterol, além de atividade física regular, podem ajudar a manter a qualidade de vida por mais tempo.

PREVENÇÃO

  • Ter uma vida ativa e com objetivos;
  • Praticar atividade física regular por pelo menos por 150 minutos por semana;
  • Controlar os fatores de risco cardiovascular, como hipertensão e diabetes;
  • Procurar estudar e adquirir conhecimento;
  • Trabalhar sua capacidade de concentração;
  • Dormir bem.

Para emergências:        +55 21 3262-0100